quinta-feira, 4 de junho de 2009

Douro Litoral

O Douro Litoral é uma antiga Província, composta por 23 concelhos, integrando na totalidade do distrito do Porto, como também 4 concelho do distrito de Aveiro e 2 de Viseu. Faz fronteira a norte com o Minho, a este com Trás-de-Montes e Alto douro, a sudeste com a Beira Alta, a sul com a Beira Litoral e a oeste com o oceano Atlântico.
É na margens do rio Douro que se situam os aglomerados populacionais mais significativos, com destaque para o Porto e Vila Nova de Gaia.




Densidade populacional



  • Distrito Hab. / 〖Km2〗
  • Porto 6332,56
  • Aveiro 183,69
  • Viseu 322,69

    A cidade do Porto é o segundo centro metropolitano do país, um importante centro de serviços, negócios e indústrias. Marca esta região tanto no norte como no interior a terra verde portuguesa, de povoamento disperso e de pequenas quintas em que todas as terras são aproveitadas, onde se destaca a produção hortícola e frutícola, assim como as suas vinhas e a produção do queijo.


    Arquitectura



  • As casas do Douro Litoral são acolhedoras, e a arquitectura é marcada pelo granito e xisto. Esta região é rica em achados arqueológicos da época paleolítica, dólmenes, vestígios de indústria mesolítica, gravuras rupestres, castros e citânias.


    Gastronomia Tradicional

    A gastronomia tradicional é composta por:

    Aperitivos – Burriés cozidos, Raia Enxambrada, Salada de Marisco ;
    Sopas – Caldo Verde, Sopa de Castanha, Sopa das Vindimas;
    Peixes – Arroz de Sardinha, Bola de Bacalhau, Lampreia Caseira, Enguias de Escabeche;
    Carnes – Arroz de Cabidela, Cabrito da Serra, Torresmos, Chanfana, Francesinhas e os diversos tipos de enchidos;
    Doces e bolos – Arroz doce à moda do Ílhavo, Bilharacos, Pasteis de Tentúgal, Rabanadas Douradas, Tigelada;
    Licores – Licor de Vinho, Licor de Rosas
    Famoso Vinho do Porto.


    Romarias

    Romarias eram o local tradicional para o convívio e o encontro social, era o evento ideal para cada romeiro exibir o seu melhor traje, rico com pormenores, revelador da sua condição social e das suas origens rurais e citadinas.
    Apresentamos alguns exemplos de festas/ feiras e confrarias:

    Festas das fogaceiras (Santa Maria da feira)
    Sabores Poveiros (Povoa de Varzim) em Janeiro
    Feira do Fumeiro (Amarante) em Fevereiro
    Festival da francesinha (Porto) em Agosto
    Porto gastronómico (Porto) em Dezembro
    A festa de São Brás (Gondomar) em Fevereiro
    A romaria de S Tiago (Fânzeres) em Julho
    A festa de Santa cruz em Setembro
    A romaria do Rosário ou festa das nozes em Outubro


    Trajes típicos

    Existem os trajes de cerimónia e os trajes de uso quotidiano, estes indicam os valores culturais, religiosos, morais e de riqueza, as actividades económicas da zona e a repartição de tarefas entre homem e mulher, quanto ao calçado as pessoas andavam descalços (na pesca) ou usavam a tamanca / soco de madeira.
    Os trajes eram essencialmente feitos de chita ou de algodão, o avental era confeccionado com o mesmo tecido, a blusa de chita e uma faixa preta à cintura que, apertava atrás, na cabeça lenço de algodão chapéu preto e rodilha, como calçado usavam chinelos. O homem vestia colete, camisa de estopa e linho e bragas que utilizava na agricultura e na pesca.

Trabalho realizado por: Mónica Conceição e Sandrine Lourenço

Beira Litoral


A Beira Litoral é uma antiga província portuguesa, formalmente instituída por uma reforma administrativa havida em 1936.
O seu território correspondia na sua maior parte ao da antiga Província do Douro desaparecida no séc. XIX.
É uma Região de Portugal continental que ocupa uma ampla faixa litoral do centro de Portugal, abrange uma área de aproximadamente 7 600 km2 e compreende 38 concelhos:

15 Concelhos do distrito de Aveiro
Águeda, Albergaria-a-Velha, Anadia, Aveiro, Estarreja, Ílhavo, Mealhada, Murtosa, Oliveira de Azeméis, Oliveira do Bairro, Ovar, São João da Madeira, Sever do Vouga, Vagos, Vale de Cambra.





8 Concelhos do distrito de Leiria
Alvaiázere, Ansião, Batalha, Castanheira de Pêra, Figueiró dos Vinhos, Leiria, Pedrógão Grande, Pombal.



1 Concelho do distrito de Santarém

Ourém





14 Concelhos de Coimbra
Arganil, Cantanhede, Coimbra, Condeixa-a-Nova, Figueira da Foz, Góis, Lousã, Mira, Miranda do Corvo, Montemor-o-Velho, Penacova, Penela, Poiares, Soure.


Em 1991 a população residente era de 1 323 832 pessoas (13,4 do Continente), com uma densidade populacional de 114 hab./〖Km〗^2.
A boa situação geográfica da região, aliada à forte acessibilidade a Lisboa e ao Porto, proporciona-lhe um significativo desenvolvimento da actividade industrial e
do comércio.
A agicultura e a pecuária são importantes na economia regional, assim como a produção de leite.
No interior afloresta constitui um dos principais recursos das áreas rurais.

Arquitectura e materiais de construção:
O relevo é aplanado junto ao litoral e rochoso no interior (serras).
Tendo como rochas predominantes, o xisto, o granito e o volfrâmio. Nos finais do século XIX as casas eram feitas de granito (na região do interior), o que tornava uma casa sólida e robusta. Na zona litoral o adobe era usado como matéria de construção, e no litoral central a material de construção predominante era a madeira e tijolo, pintadas ou caídas, geralmente térreas e com cobertura de telha ou zinco.
Os seus monumentos reflectem a história do nosso país. Podemos destacar o românico dos primórdios da nação na Sé Velha de Coimbra, o gótico da Batalha, também os exemplos de arte rupestre do distrito de Aveiro e as ruínas romanas de Conímbriga. Para além da considerável riqueza arquitectónica, é nesta província que se encontra o mais antigo estabelecimento de ensino universitário do país e um dos mais antigos da Europa - a Universidade de Coimbra.


Traje tradicional:

O traje tradicional do pescador caracteriza - se pelo uso de camisa de lã, "trozes" ou ceroulas de aipo de tom claro, cinta ou faixa preta em malha de lã franjada nas extremidades e barrete negro em malha de lã.
O trajo de varina compõe - se pela blusa bordada, de algodão com tons claros; saia de algodão, com cor diferente da blusa, avental, fazendo contraste com a peça antecedente; algibeira de pano preto de lã com fita preta; uma faixa ou cinta igual à do pescador; xaile de lã e lenço dobrado em triângulo colocado sob o chapelinho de feltro preto, com aba bastante estreita. Ao domingo, usa chinelas pretas lisas de cabedal envernizado, havendo ausência de meias. Sempre que o homem se encontra ausente a mulher substitui o trajo habitual por um trajo mais escuro, exprimindo, assim, a dor da ausência.


Romarias:
Queima das Fitas-Coimbra,Maio
Festa da rainha santa-Coimbra,Julho
Festa da Nossa Srª da Boa viagem-Peniche ,Agosto
Festa do Bodo-pombal,Julho
Festa de S. mateus-Soure,Setembro

Artesanato:
Porcelana da Vista Alegre
Cerâmica pintada à mão de Coimbra
Cerâmica decorada das Caldas da Rainha
Linho, lã e algodão

Gastronomia:
Os principais pratos típicos da Beira Litoral São: o leitão - sobretudo da Anadia e da Bairrada, os buchos recheados e a chanfana de borrego. A sua gastronomia é extremamente influenciada pelo mar( a caldeirada de enguias , bolas de bacalhau e de sardinha, as barricas de ovos-moles, o arroz-doce e o vinho espumante).
Os vinhos mais conhecidos são os de Buçaco ou Bairrada. As sobremesas tradicionais são: os doces de ovos de Aveiro, ou as cavacas de Caldas da Rainha.



Trabalho realizado por: Sónia Morais e Conceição Silva
Curso EFA-NS Técnico de Higiene e Segurança no Trabalho

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Região de Trás-os-Montes e Alto Douro



Trás- os-Montes é uma das regiões com maior número de emigrantes e uma das que mais sofre com o despovoamento. No entanto para além do despovoamento existente nesta região as tradições e festividades continuam bem presentes, tentando desta forma manter a beleza natural.

Nos últimos tempos tem-se vindo a notar uma grande desertificação da região de Trás-os-Montes. Esta região nunca ultrapassou os 80 habitantes por km2. Devendo-se este facto à procura de melhores condições de vida.

A casa típica de Trás-os-Montes

A casa típica Trasmontana era normalmente construída de pedra, de rés-do-chão e andar funcionalmente distinto. Possuía também uma varanda e escada exterior. O rés-do-chão era essencialmente usado para arrecadações e lojas de gado. Sendo que em algumas habitações com maior dimensão havia um pátio que se situava ao lado ou no meio da casa que se destinava a guardar estrumes, designando-se por currais.

O material de construção predominante era o xisto. Para adorno das casas usavam lascas ou blocos de pedra de forma cilíndrica ou cónica para suportar as varandas ou alpendres.

Relativamente ao telhado, podemos dizer que o mais predominante era o telhado de quatro águas, embora se notasse que em casas de maior dimensão o que predominava eram os telhados de duas águas.

Os telhados não possuíam qualquer efeito decorativo e as chaminés eram raras ou quase inexistentes, e as que haviam tinham a forma de paralelepípedo.

O interior das casas Transmontanas não apresentavam quaisquer particularidades. Eram casas simples, sem luxos, e onde a convivência familiar se fazia na cozinha. Sendo esta a principal zona da casa.

Estas casas não possuíam forno doméstico porque os habitantes da aldeia partilhavam o forno comunitário, tradição muito usual da altura.

Recursos Naturais

Recursos hídricos (produção de energia eléctrica, produção de aguas naturais e mineromedicinais).

Recurso de termalismo ou na geotermia, bem como em rochas ornamentais.

Recursos florestais e vitivinicultura (com especial produção do Vinho do Porto e do Vinho Verde).

Recurso turístico (devido as suas belas paisagens atrai muitos visitantes e desta forma faz desenvolver a economia da região.

Gastronomia de Trás-os-Montes E Alto Douro

Sopas

Bolas e Folares

Água de Unto

Bola de Bacalhau

Caldo de Cebola

Folar de Valpaços

Rancho

Arroz e Milhos

Sopa de Alheiras

Arroz de Afogado

Açordas e Migas

Legumes

Migas de Caldeirada de Bacalhau

Caldeirada de Feijão Frade

Migas Ripadas

Bolos e Doces

Peixes

Bola Mirandesa

Bacalhau Assado com Pão de Centeio

Chila no Forno

Trutas do Rio Cávado

Migas Doces

Aves e Caça

Papos-de-Anjo de Mirandela

Coelho à Transmontana

Queijadas de Murça

Fricassé de Pato com Canela

Queijadinhas de Abóbora ou Calondro

Perdiz com Cogumelos

Rosquilhas

Perdiz com Molho Vilão

Toucinho-do-Céu de Murça

Peru Assado no Forno

Do Porco e da Qualidade da sua Carne

Carnes

Bexiga com Grelos

Arroz de Forno

Bucho

Cabrito Assado no Espeto e Recheado

Carne de Porco Estufada com Castanhas

Cozido à Portuguesa

Feijoada do Alto Barroso

Vitela Assada no Espeto

Leitão Assado à Transmontana


Chanfana à moda Transmontana e Alheiras de Mirandela


Principais fontes de rendimentos

As principais fontes de rendimento de Trás-os-Montes são: agricultura, pecuária, vitivinicultura, artesanato e o turismo.


Festa da Amendoeira em Flor em Foz do Côa no dia 22 de Fevereiro a 9 de Março.

Festas da Cidade em Honra de Nossa Senhora da Saúde em Chaves (2º Domingo de Agosto).

Alfandega da Fé - Festa do Mártir São Sebastião no (2ºDomingo de Agosto);

- Festa da Nossa Senhora das Neves (3º Domingo de Agosto);

Lamego – Festa de Santa Cruz no dia 3 de Maio que é uma das mais animadas da cidade devido as corridas de cavalo e amostragem das diversas raças de gado da região.

Trajes típicos da região de Trás-os-Montes




Pauliteiros Caretos




Camponesa


Crenças e Superstições


Vassoura: Colocar uma vassoura com o cabo para baixo atrás da porta faz as visitas indesejáveis irem embora logo.

A vassoura deve ser guardada na posição vertical para evitar desgraças.

Crianças que montarem em vassouras serão infelizes.

Varrer a casa à noite expulsa a tranquilidade

Aranhas: Aranhas, grilos e lagartixas representam boa sorte para o lar. Matar uma aranha pode causar infelicidade no amor.

Gatos: Na idade média, acreditava-se que os gatos pretos eram bruxas transformadas em animais. Por isso a tradição diz que ao nos cruzarmos com um gato preto é azar na certa. Os místicos, no entanto, têm outra versão. Quando um gato preto entra em casa é sinal de dinheiro chegando.
Acariciar um gato atrai boa sorte. Ter um gato em casa atrai fortuna.

Se um gato dobrar as suas patas e se deitar sobre elas deixando-as escondidas é sinal que uma tempestade está para vir.

Objectos perdidos: A maneira mais eficiente de encontrar algo que desapareceu é dar três pulinhos para São Longuinho.

Trabalho realizado por: Sónia Camacho e Solange Guedes

Curso EFA-NS de Técnicos de Segurança e Higiene no Trabalho

ETAP-Pombal


segunda-feira, 11 de maio de 2009

Diferentes comunidades de imigrantes em Portugal

Devido à escassez de empregos indiferenciados no país de origem, faz com que estes migrassem para sul, para a Península Ibérica, onde existiam grandes necessidades de mão-de-obra para a construção civil e agricultura nos dois países ibéricos. A maioria desses imigrantes estava dividida em dois grupos, os eslavos: ucranianos, russos e búlgaros, e os latinos de leste: romenos e moldavos. Um dos maiores grupos, que se fixou nas regiões de Lisboa, Setúbal, Faro e Porto são os ucranianos, e ninguém sabe ao certo o seu número total. O grupo é de tal forma numeroso que fez com que a Ucrânia, de país distante e desconhecido, passasse a familiar. A imigração de leste tornou-se de difícil controlo. Em 2003, a imigração em massa proveniente do leste europeu estacou, surgindo assim a imigração mais significativa de brasileiros e asiáticos de várias origens.

As pessoas vão para outros países à procura de melhores condições de vida, de melhorar o futuro. Devido às dificuldades da legislação, existem milhares de imigrantes clandestinos espalhados por todo o mundo, essas pessoas saem dos seus países de origem à procura de melhores condições de vida. Mas nem sempre isso acontece. Muitas vezes acabam por ser explorados por entidades patronais, que se aproveitam dos imigrantes.


Trabalho realizado por: Dino Paulo Gomes
Curso EFA - NS Técnico de Higiene e Segurança no Trabalho

A situação de Portugal como um país de emigração e imigração: fenómeno resultante da criação de um território europeu de livre circulação

Portugal, foi durante muitos séculos um país onde a maior parte da sua população se viu forçada a emigrar para poder sobreviver, o que hoje em dia ainda continua acontecer.
Inúmeras comunidades recorrem à emigração em busca de novas oportunidades, emprego e sobretudo para fugir desta dura realidade que se faz sentir por todo o mundo.

As causas da imigração/emigração são quase sempre as mesmas: fuga à pobreza, desemprego, destruição do meio ambiente, guerra, violência e fuga à perseguição política ou religiosa.
No século XIX, um aspecto marcante da história foi a emigração minhota para o Brasil. A independência do Brasil em 1822, decorrente da Revolução Liberal Portuguesa de 1820, terá influenciado fortemente a emigração dos portugueses para o Brasil. Entre 1900-1950, verificou-se uma crescente industrialização das grandes cidades, contribuindo e dependendo dos movimentos da população.
A industrialização proporcionou também evolução tecnológica na navegação, proporcionando viagens mais baratas, mais seguras e mais rápidas.
Entre 1950 e 1960 notou-se que as oportunidades de emprego estavam registadas em toda a Europa Ocidental e a proximidade de Portugal a estes países, permitiu que a emigração se tenha espalhado por todo o território nacional, afectando em especial as áreas menos desenvolvidas do Continente Português. Nesta altura o destino de preferência era a saída para a Europa, em particular para a França.
Nos últimos anos, Portugal tornou-se também um destino para muitos imigrantes africanos, brasileiros, imigrantes do Leste e asiáticos.

A União Europeia tem muitas facetas, sendo as mais importantes: o mercado único europeu, uma moeda única, politicas agrícola, de pescas, comercial e de transportes comuns e também, a livre circulação de pessoas entre os estados membros. Com a Entrada de Portugal e de outros países para a União Europeia, a livre circulação passou a ser um processo mediante a simples apresentação do bilhete de identidade, podendo nele residir por um período de até 3 meses sem quaisquer outras condições e formalidades.


Trabalho realizado por: Ana Gameiro
Curso EFA - NS Técnico de Higiene e Segurança no Trabalho