quarta-feira, 3 de junho de 2009

Região de Trás-os-Montes e Alto Douro



Trás- os-Montes é uma das regiões com maior número de emigrantes e uma das que mais sofre com o despovoamento. No entanto para além do despovoamento existente nesta região as tradições e festividades continuam bem presentes, tentando desta forma manter a beleza natural.

Nos últimos tempos tem-se vindo a notar uma grande desertificação da região de Trás-os-Montes. Esta região nunca ultrapassou os 80 habitantes por km2. Devendo-se este facto à procura de melhores condições de vida.

A casa típica de Trás-os-Montes

A casa típica Trasmontana era normalmente construída de pedra, de rés-do-chão e andar funcionalmente distinto. Possuía também uma varanda e escada exterior. O rés-do-chão era essencialmente usado para arrecadações e lojas de gado. Sendo que em algumas habitações com maior dimensão havia um pátio que se situava ao lado ou no meio da casa que se destinava a guardar estrumes, designando-se por currais.

O material de construção predominante era o xisto. Para adorno das casas usavam lascas ou blocos de pedra de forma cilíndrica ou cónica para suportar as varandas ou alpendres.

Relativamente ao telhado, podemos dizer que o mais predominante era o telhado de quatro águas, embora se notasse que em casas de maior dimensão o que predominava eram os telhados de duas águas.

Os telhados não possuíam qualquer efeito decorativo e as chaminés eram raras ou quase inexistentes, e as que haviam tinham a forma de paralelepípedo.

O interior das casas Transmontanas não apresentavam quaisquer particularidades. Eram casas simples, sem luxos, e onde a convivência familiar se fazia na cozinha. Sendo esta a principal zona da casa.

Estas casas não possuíam forno doméstico porque os habitantes da aldeia partilhavam o forno comunitário, tradição muito usual da altura.

Recursos Naturais

Recursos hídricos (produção de energia eléctrica, produção de aguas naturais e mineromedicinais).

Recurso de termalismo ou na geotermia, bem como em rochas ornamentais.

Recursos florestais e vitivinicultura (com especial produção do Vinho do Porto e do Vinho Verde).

Recurso turístico (devido as suas belas paisagens atrai muitos visitantes e desta forma faz desenvolver a economia da região.

Gastronomia de Trás-os-Montes E Alto Douro

Sopas

Bolas e Folares

Água de Unto

Bola de Bacalhau

Caldo de Cebola

Folar de Valpaços

Rancho

Arroz e Milhos

Sopa de Alheiras

Arroz de Afogado

Açordas e Migas

Legumes

Migas de Caldeirada de Bacalhau

Caldeirada de Feijão Frade

Migas Ripadas

Bolos e Doces

Peixes

Bola Mirandesa

Bacalhau Assado com Pão de Centeio

Chila no Forno

Trutas do Rio Cávado

Migas Doces

Aves e Caça

Papos-de-Anjo de Mirandela

Coelho à Transmontana

Queijadas de Murça

Fricassé de Pato com Canela

Queijadinhas de Abóbora ou Calondro

Perdiz com Cogumelos

Rosquilhas

Perdiz com Molho Vilão

Toucinho-do-Céu de Murça

Peru Assado no Forno

Do Porco e da Qualidade da sua Carne

Carnes

Bexiga com Grelos

Arroz de Forno

Bucho

Cabrito Assado no Espeto e Recheado

Carne de Porco Estufada com Castanhas

Cozido à Portuguesa

Feijoada do Alto Barroso

Vitela Assada no Espeto

Leitão Assado à Transmontana


Chanfana à moda Transmontana e Alheiras de Mirandela


Principais fontes de rendimentos

As principais fontes de rendimento de Trás-os-Montes são: agricultura, pecuária, vitivinicultura, artesanato e o turismo.


Festa da Amendoeira em Flor em Foz do Côa no dia 22 de Fevereiro a 9 de Março.

Festas da Cidade em Honra de Nossa Senhora da Saúde em Chaves (2º Domingo de Agosto).

Alfandega da Fé - Festa do Mártir São Sebastião no (2ºDomingo de Agosto);

- Festa da Nossa Senhora das Neves (3º Domingo de Agosto);

Lamego – Festa de Santa Cruz no dia 3 de Maio que é uma das mais animadas da cidade devido as corridas de cavalo e amostragem das diversas raças de gado da região.

Trajes típicos da região de Trás-os-Montes




Pauliteiros Caretos




Camponesa


Crenças e Superstições


Vassoura: Colocar uma vassoura com o cabo para baixo atrás da porta faz as visitas indesejáveis irem embora logo.

A vassoura deve ser guardada na posição vertical para evitar desgraças.

Crianças que montarem em vassouras serão infelizes.

Varrer a casa à noite expulsa a tranquilidade

Aranhas: Aranhas, grilos e lagartixas representam boa sorte para o lar. Matar uma aranha pode causar infelicidade no amor.

Gatos: Na idade média, acreditava-se que os gatos pretos eram bruxas transformadas em animais. Por isso a tradição diz que ao nos cruzarmos com um gato preto é azar na certa. Os místicos, no entanto, têm outra versão. Quando um gato preto entra em casa é sinal de dinheiro chegando.
Acariciar um gato atrai boa sorte. Ter um gato em casa atrai fortuna.

Se um gato dobrar as suas patas e se deitar sobre elas deixando-as escondidas é sinal que uma tempestade está para vir.

Objectos perdidos: A maneira mais eficiente de encontrar algo que desapareceu é dar três pulinhos para São Longuinho.

Trabalho realizado por: Sónia Camacho e Solange Guedes

Curso EFA-NS de Técnicos de Segurança e Higiene no Trabalho

ETAP-Pombal


segunda-feira, 11 de maio de 2009

Diferentes comunidades de imigrantes em Portugal

Devido à escassez de empregos indiferenciados no país de origem, faz com que estes migrassem para sul, para a Península Ibérica, onde existiam grandes necessidades de mão-de-obra para a construção civil e agricultura nos dois países ibéricos. A maioria desses imigrantes estava dividida em dois grupos, os eslavos: ucranianos, russos e búlgaros, e os latinos de leste: romenos e moldavos. Um dos maiores grupos, que se fixou nas regiões de Lisboa, Setúbal, Faro e Porto são os ucranianos, e ninguém sabe ao certo o seu número total. O grupo é de tal forma numeroso que fez com que a Ucrânia, de país distante e desconhecido, passasse a familiar. A imigração de leste tornou-se de difícil controlo. Em 2003, a imigração em massa proveniente do leste europeu estacou, surgindo assim a imigração mais significativa de brasileiros e asiáticos de várias origens.

As pessoas vão para outros países à procura de melhores condições de vida, de melhorar o futuro. Devido às dificuldades da legislação, existem milhares de imigrantes clandestinos espalhados por todo o mundo, essas pessoas saem dos seus países de origem à procura de melhores condições de vida. Mas nem sempre isso acontece. Muitas vezes acabam por ser explorados por entidades patronais, que se aproveitam dos imigrantes.


Trabalho realizado por: Dino Paulo Gomes
Curso EFA - NS Técnico de Higiene e Segurança no Trabalho

A situação de Portugal como um país de emigração e imigração: fenómeno resultante da criação de um território europeu de livre circulação

Portugal, foi durante muitos séculos um país onde a maior parte da sua população se viu forçada a emigrar para poder sobreviver, o que hoje em dia ainda continua acontecer.
Inúmeras comunidades recorrem à emigração em busca de novas oportunidades, emprego e sobretudo para fugir desta dura realidade que se faz sentir por todo o mundo.

As causas da imigração/emigração são quase sempre as mesmas: fuga à pobreza, desemprego, destruição do meio ambiente, guerra, violência e fuga à perseguição política ou religiosa.
No século XIX, um aspecto marcante da história foi a emigração minhota para o Brasil. A independência do Brasil em 1822, decorrente da Revolução Liberal Portuguesa de 1820, terá influenciado fortemente a emigração dos portugueses para o Brasil. Entre 1900-1950, verificou-se uma crescente industrialização das grandes cidades, contribuindo e dependendo dos movimentos da população.
A industrialização proporcionou também evolução tecnológica na navegação, proporcionando viagens mais baratas, mais seguras e mais rápidas.
Entre 1950 e 1960 notou-se que as oportunidades de emprego estavam registadas em toda a Europa Ocidental e a proximidade de Portugal a estes países, permitiu que a emigração se tenha espalhado por todo o território nacional, afectando em especial as áreas menos desenvolvidas do Continente Português. Nesta altura o destino de preferência era a saída para a Europa, em particular para a França.
Nos últimos anos, Portugal tornou-se também um destino para muitos imigrantes africanos, brasileiros, imigrantes do Leste e asiáticos.

A União Europeia tem muitas facetas, sendo as mais importantes: o mercado único europeu, uma moeda única, politicas agrícola, de pescas, comercial e de transportes comuns e também, a livre circulação de pessoas entre os estados membros. Com a Entrada de Portugal e de outros países para a União Europeia, a livre circulação passou a ser um processo mediante a simples apresentação do bilhete de identidade, podendo nele residir por um período de até 3 meses sem quaisquer outras condições e formalidades.


Trabalho realizado por: Ana Gameiro
Curso EFA - NS Técnico de Higiene e Segurança no Trabalho

quarta-feira, 6 de maio de 2009

As necessidades do Homem no seu habitat


O Homem tem evoluído ao longo do tempo a todos os níveis, tanto ao nível de habitação, alimentação até ao convívio com os outros.

Podemos definir habitat como um espaço onde nos sentimos bem, onde somos capazes de dar o melhor de nós. Local onde estamos bem connosco e com o mundo. Pode dar-se também o nome de lar/casa, sitio onde podemos ir realizando os nossos sonhos e é lá que idealizamos tudo aquilo que um dia desejávamos alcançar.

Se voltarmos uns anos atrás podemos deparar-nos com um mundo completamente diferente. Antigamente, as pessoas viviam em cavernas, outros faziam casas de folhas. Com a evolução o Homem conseguiu construir casas e apartamentos tornando a sua vida muito mais confortável. Tudo isto foi possível porque houve um avanço do conhecimento e das tecnologias. O Homem começou a conhecer novos materiais e novos processos de construção. Começou a haver um aperfeiçoamento/desenvolvimento das técnicas.

O convívio também era diferente, as pessoas passavam mais tempo juntas. Frequentavam bailes, jogavam à cabra-cega, corrida de sacos, jogavam ao pião, ao berlinde, jogavam à macaca, entre outros. Aproveitavam todas as suas actividades ao ar livre, podendo conviver com todas as pessoas que participam nas festas. Um exemplo disso é a festa da desfolhada do milho, em que há partilha de alimentação e bebida, acompanhado de acordeão e baile pela noite dentro. Reúne desde adultos a crianças, amigos e vizinhos.

Segundo a tradição quem encontra as espigas de milho vermelho tem de gritar:”Milho Rei” e dar abraços a todas as pessoas que constituem a roda.

Agora com o aparecimento do computador, da playstation tudo ficou um pouco diferente.

As pessoas passam o tempo em casa, a falar com os “amigos” que conhecem na internet. Acabam por perder todas as boas tradições que até há uns séculos atrás ainda se praticavam.

O Homem na pré-história alimentava-se de caça e plantas silvestres. Dependiam dos recursos naturais. Mais tarde começaram a ter rebanhos. Estavam sempre dependentes do clima uma vez que se houvessem inundações ou secas não tinham meio de armazenar os seus alimentos.

Com o aparecimento das máquinas o Homem teve muito mais facilidade na produção agrícola, uma vez que tornou o transporte das mercadorias mais rápido, facilitou a irrigação dos campos. Com os adubos químicos e o combate aos parasitas agrícolas através dos insecticidas.

Ao nível da deslocação as pessoas faziam os seus percursos a pé, sendo que na actualidade as pessoas não vivem sem o seu carro próprio ou então transportes públicos. Não são capazes de ir ate um certo local a pé mesmo que seja a poucos minutos de sua casa.

Tudo isto influenciou principalmente a economia uma vez que muitos dos produtos alimentares, nomeadamente peixe fresco ou até mesmo frutas e legumes vindas de países distantes, chegam mais facilmente a regiões do interior.

Trabalho realizado por Solange Guedes

Curso Efa - NS de Técnicos de Segurança e Higiene no Trabalho

ETAP- Pombal

Novas tendências na relação espaço-campo impulsionados pela melhoria das acessibilidades e das telecomunicações








O presente trabalho discute alguns aspectos da relação cidade-campo, buscando resgatar a trajectória desta convivência ao longo do tempo, bem como as mudanças impressas no espaço social. Desde a génese da cidade, a ligação entre o campo

e a cidade vêm se transformando e redesenhando as paisagens humanas. Mais recentemente em tempos de globalização, novas tendências da relação cidade-campo se apresentam, repercutindo significativamente nos diferentes espaços nomeadamente nas regiões metropolitanas.
A movimentação da população vai influenciando as localidades, os pequenos núcleos existentes provocando transformações que se tornam bastante expressivos.
A implantação de usos urbanos, como equipamentos industriais, serviços, moradias e outros tornam-se comuns na paisagem rural, assim como a cidade busca dentro da lógica de preservação ambiental proporcionam aos seus habitantes um ambiente idêntico rural.



O proposto é conhecer o verdadeiro país, estar em contacto com as tradições, da gastronomia e a cultura que também se encontra nos ambientes mais rurais.
Podemos desfrutar de paisagens naturais e de um ambiente sereno proporcionando o contacto entre o homem e a natureza.
Hoje as pessoas já procuram mais viver na aldeia, onde as condições começam a existir como exemplo:
Bons acessos, a existência de sinal para televisão, telefone, muitas já têm posto de saúde, também há transportes públicos que ajudam a deslocar as pessoas que não têm outra alternativa.


Também há aldeias que cativam os turistas a visita-las, onde encontram espaços de lazer, desportos aquáticos, monumentos, etc…
Já se verifica uma maior procura das pessoas para se viver na aldeia, pois as condições já satisfazem as necessidades das pessoas principais.


Trabalho realizado por Vânia Marisa
Curso Efa-ns de Técnicos de Segurança e Higiene no Trabalho